Quem somos nós? Por que construímos nossas próprias prisões?

“Não faz isso”, “Isso é feio!”
Nos primeiros estágios da infância aprendemos adjetivos, rótulos, começamos a entender o que é ruim e o que é bom, o que é alto e o que é baixo, o que é bonito e o que é feio.
Acumulamos uma tonelada de conceitos e aí começamos a analisar o mundo, comparar as coisas e também as pessoas, e logo depois, entendemos que também somos analisados e comparados: temos um(a) amiguinho(a) que é mais forte, outro(a) que é mais rápido(a), e outro(a) que é mais bonito(a).
Assistimos na TV nossos ídolos e personagens prediletos, queremos ser daquele jeito: fortes, rápidos, corajosos, bonitos… Importantes.
E aí, um grande problema começa…

Começamos então a emular características que são mais bem aceitas pelos outros, queremos ser especiais e aceitos, criamos então um personagem, uma figura utilizada para nos representar na sociedade, e mesmo esse avatar que nós projetamos, deve ser frequentemente ajustado dependendo do ambiente em que estamos.
Até certo ponto isso não é um problema, ambientes diferentes pedem posturas diferentes, na praia a mocinha usa biquíni, no futebol o rapaz calça suas chuteiras, a coisa fica ruim quando falsificamos posições, gostos, qualidades e acabamos nos definindo por elas.
Essa projeção nociva inventada por nós mesmos, é frágil e altamente perecível à eventos externos… Uma crítica, uma piada de um colega de trabalho, e essa casquinha vaidosa começa a se rachar.
Para quem está dentro do personagem, esta prisão é muito pesada, espessa e dispendiosa, o individuo, que é carrasco e vitima ao mesmo tempo, gasta dinheiro, humor e energia para manter as aparências e acaba passando muito tempo, ou a vida inteira, tentando manter um papel que o afasta do seu verdadeiro EU e do seu verdadeiro propósito de vida.
Para nos vermos livres da cela dessa prisão então, é necessário conhecermos a nós mesmos.

Como conhecer a si mesmo?

O objetivo deste blog é justamente esse, estou procurando maneiras de acessar mais vezes a felicidade e também de me conhecer, por isso pesquiso e compartilho o que posso aqui, mas antes de procurar qualquer ajuda externa, aprendi que precisamos passar mais tempo conosco, precisamos prestar atenção nos momentos deliciosos do nosso dia a dia, lembrar das coisas que fazíamos com alegria quando éramos crianças, entender o que nos faz ficar mal, e o mais importante: devemos tentar entender os motivos dos nossos pensamentos, um exemplo:

Joãozinho acha que trabalhar meio período é coisa de vagabundo, o que João deve procurar saber é o porquê de ele achar isso, foi alguma coisa que seu pai disse quando ele era criança?
Talvez Joãozinho adoraria trabalhar desta maneira, menos, mas por conta de seus gastos exorbitantes no cartão de crédito, não pode.
Ele tenta então se enganar que seu desejo, na verdade, é uma fraqueza de caráter, uma coisa de preguiçoso.

Então, antes de mais nada, devemos nos escutar, ter momentos para nós, tentar organizar nossa cabeça, nossos pensamentos e então abrir caminho para conhecer a pessoa especial que você é. Todos os dias eu me dou ouvidos, procurando me entender um pouquinho melhor.

Ah, antes de terminar, um dever de casa, pegue um caderninho, um pedaço de papel ou até um app de celular, e todos os dias a noite, escreva 10 coisas boas e deliciosas que aconteceram com você durante o dia, anote também, sucintamente, o motivo dessas coisas que aconteceram serem boas. Você começará a ter uma visão mais positiva do seu dia, e aprenderá um pouco mais do que você gosta na sua vida.

Obrigado por ler meu blog, me sinto muito feliz escrevendo aqui.
Um ótimo dia.

Um videozinho bom, com ideias paralelas ao assunto deste post:




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